A Ilha que Devolve o que Você Esqueceu que Tinha

A experiência Ilha do Mel começa antes mesmo de você desembarcar: o pertencimento não pede licença para se instalar. O que acontece depois, dentro de cada pessoa que passa alguns dias aqui, é mais difícil de fotografar e mais fácil de reconhecer: memórias que se acumulam em camadas sem apagar as anteriores, e uma qualidade de presença que transforma silenciosamente a forma de olhar a própria vida.

Conhecer, não visitar

Há uma diferença pequena na gramática e enorme no que ela carrega e transmite.

Quem já visitou a Ilha do Mel pelo menos uma vez não diz que foi, e sim que conhece. Uma palavra só, mas que carrega posse, pertencimento, a certeza silenciosa de que uma parte daquele lugar ficou dentro de si.

E quem conhece, gosta de falar sobre a Ilha. Não para impressionar, mas para reativar e compartilhar boas memórias. Existe um prazer em apresentar a ilha para alguém, independente se essa pessoa conheça ou não, que vai além da simples apresentação, alcançando um sentimento que se assemelha ao sentimento de quem está apresentando a terra natal. E mesmo longe da Ilha, uma simples pergunta, “Você conhece a Ilha do Mel?”, já se torna um gatilho para horas de conversa.

Casal em caiaque ao pôr do sol —experiência ilha do mel

O Espelho

Há algo na luz desta ilha, no jeito que as horas passam aqui, no som do mar chegando pela janela de madrugada, que ressalta o que cada pessoa carrega de melhor dentro de si. Uma sensação que mistura o que se está vivendo com o que já se viveu há muito tempo, quase nostálgica mas não triste: a memória de quando se era assim, e a constatação de que ainda se é.

Pessoas que percorreram o mundo inteiro chegam aqui e dizem que não existe lugar igual. Não estão falando da paisagem, embora a paisagem seja extraordinária, mas de uma qualidade de presença que outras viagens, por mais impressionantes que tenham sido, não alcançam o mesmo lugar que a Ilha tem no coração de quem a conhece.

Sem a estrutura que define o ritmo dos dias, sem os papéis que as pessoas desempenham, a ilha reflete em cada um muitos “eus” que há muito tempo não eram acessados. Consequentemente, este reencontro ressignifica e transforma positivamente a vida.

Ciclista pedalando em trilha com mata nativa na Ilha do Mel

O Tempo que a Ilha Guarda

Quem frequenta a Ilha do Mel há anos tem um hábito quase universal: relembrar como a ilha era antes.

Não com amargura, mas com carinho. Como quem revisita algo precioso e sorri não apenas pelo que vê, mas pelo que estava sentindo quando viu pela primeira vez.

Cada versão da ilha guarda uma versão de quem a visitou. O casal que chegou pela primeira vez há quinze anos carrega a ilha daquele tempo dentro de si, e quando volta, encontra as duas coisas ao mesmo tempo: o lugar como ele é hoje e o eco do lugar como ele era, sobrepostos no mesmo horizonte, na mesma luz, no mesmo cheiro que a Ilha tem.

A Ilha do Mel existe em camadas de tempo para quem a conhece, e cada visita adiciona uma camada nova sem apagar as anteriores, reflexo de um lugar onde o tempo é o agora.

Barcos ancorados na baía ao pôr do sol na Ilha do Mel

Ilha do Mel Pertencimento: Ser Reconhecido Exalta o Sentimento

Existe um padrão que se repete. Muitas vezes andando pela Ilha, ao encontrar um casal ou uma família, percebia que havia uma simpatia diferente na maneira de cumprimentar, um calor levemente exagerado para um encontro com alguém estranho. O tipo de simpatia que só existe quando se reencontra alguém que há muito não se vê.

Ao longo dos anos passam milhares de visitantes pela ilha, e a memória não guarda todos os rostos, mas identifico imediatamente quando um olhar diz: “Eu lembro de você!” E mesmo que eu não lembre, quando existe a oportunidade de responder: “que bom ver vocês por aqui novamente!”, é possível sentir o pertencimento sendo reforçado. Não pela resposta dada, mas pela sensação “alguém local que eu lembro, lembrou de mim”.

Esta é uma das principais virtudes da experiência Ilha do Mel: o pertencimento a este lugar aumenta exponencialmente a cada vez que se volta.

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A Vida que Retorna com Você

Mesmo entregando um bom descanso e boas experiências, é sempre bom voltar para o lar após uma viagem. Com a Ilha do Mel é diferente: normalmente a tristeza da partida faz com que novos planos de retorno sejam criados aqui mesmo antes da partida.

A necessidade do retorno nasce antes da partida e mesmo que esse retorno nunca se realize, as mudanças vividas aqui sempre serão parte desta nova vida.

Isso é resultado de receber da Ilha o que você esqueceu que tinha, vida. E normalizar a vontade de viver assim sempre, mesmo que não seja aqui, mesmo que seja em qualquer lugar que produza essa mesma qualidade de estar no mundo, torna-se mais que um novo objetivo, e sim um novo estilo de vida.

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